Método DeRose Alphaville - Filiado à Uni-Yôga
Na última sexta-feira comparecemos ao lançamento da última publicação de DeRose, um livro que descreve histórias interessantísimas sobres seus 24 anos de viagens à Índia. A Sede Central estava lotada e todos queria ver as apresentações belíssimas de coreografias. Inclusive, os nossos representantes em Paris (Sónia Saraiva) e Roma (Carlo Mea), demonstraram suas coreografias.
Nesse encontro, nossos alunos tiveram seus livros autografados pelo autor e até conseguiram uma foto para guardar de recordação. Depois, nos reunimos com mais de trinta instrutores e alunos para comer uma pizza deliciosa no Piola da Al. Lorena!
ASHTÁNGA SÁDHANA
Uma das principais características do SwáSthya Yôga é o ashtánga sádhana. Ashtánga sádhana significa prática em oito partes (ashta = oito; anga = parte; sádhana = prática). Utilizamos diversos níveis desse programa óctuplo. O primeiro nível, para aqueles que já foram autorizados a ingressar no Yôga Antigo, é o ády ashtánga sádhana (ádi/ády = primeiro, fundamental), o qual é constituído pelas oito partes seguintes, nesta ordem:
| 1) mudrá | gesto reflexológico feito com as mãos; |
| 2) pújá | sintonização com o arquétipo; retribuição de energia; |
| 3) mantra | vocalização de sons e ultra-sons; |
| 4) pránáyáma | expansão da bioenergia através de respiratórios; |
| 5) kriyá | atividade de purificação das mucosas; |
| 6) ásana | técnica corporal; |
| 7) yôganidrá | técnica de descontração; |
| 8 ) samyama | concentração, meditação e hiperconsciência. |
Mudrá
É o gesto ou selo que, reflexologicamente, ajuda o praticante a conseguir um estado de receptividade superlativa. Mesmo os que não são sensitivos podem entrar em estados alfa e theta já nesta introdução.
Pújá (manasika pújá)
É a técnica que estabelece uma perfeita sintonia do sádhaka com o arquétipo desta linhagem. Com isso, seleciona um comprimento de onda adequado a esta modalidade de Yôga, conecta seu plug no compartimento certo do inconsciente coletivo e liga a corrente, estabelecendo uma perfeita troca de energias entre o discípulo e o Mestre.
Mantra (vaikharí mantra: kirtan e japa)
A vibração dos ultra-sons que acompanham o “vácuo” das vocalizações, neste caso do ády ashtánga sádhana, tem a finalidade de desesclerosar os canais para que o prána possa circular. Prána é o nome genérico da bioenergia. Somente depois dessa limpeza é que se pode fazer pránáyáma. O SwáSthya Yôga utiliza centenas de mantras: kirtan e japa; vaikharí e manasika; saguna e nirguna mantras.
Pránáyáma (swara pránáyáma)
São respiratórios que bombeiam o prána para que circule pelas nádís e vitalize todo o organismo. E também a fim de distribuí-lo entre os milhares de chakras que temos espalhados por todo o corpo. Bombear aquela energia por dutos obstruídos pelos detritos decorrentes de maus hábitos alimentares, secreções internas mal eliminadas e emoções intoxicantes, pode resultar inócuo ou até prejudicial. Por isso, antes do pránáyáma, procedemos à prévia limpeza dos canais, na área energética. No SwáSthya, utilizamos 58 respiratórios diferentes.
Kriyá
São atividades de purificação das mucosas, que têm a finalidade de auxiliar a limpeza do organismo, agora no âmbito orgânico. Em se tratando de Yôga, só se deve proceder às técnicas corporais após o cuidado de limpar o corpo por meio dos kriyás. O Método DeRose possui catalogados 27 kriyás.
Ásana
Esta é a parte mais conhecida e característica do Yôga para o público leigo. Não é ginástica e não tem nada a ver com Educação Física. São técnicas corporais que produzem efeitos extraordinários para o corpo em termos de flexibilidade, musculatura, equilíbrio de peso e saúde em geral. Para aproveitar ao máximo seu potencial, os ásanas devem ser precedidos pelos kriyás, pránáyámas etc. Aplicamos milhares de ásanas, dos quais, cerca de 2000 constam desta obra. Os efeitos dos ásanas começam a se manifestar a partir do yôganidrá.
Yôganidrá
É a descontração que auxilia o yôgin na assimilação e manifestação dos efeitos produzidos por todos os angas. A eles, soma os próprios efeitos de uma boa recuperação muscular e nervosa. O yôganidrá aplica não apenas a melhor posição para relaxar, mas também a melhor inclinação em relação à gravidade, o melhor tipo de som, de iluminação, de cor, de respiração, de perfume, de indução verbal etc.
Samyama
Essa técnica compreende concentração, meditação e samádhi “ao mesmo tempo”, isto é, praticados juntos, em seqüência, numa só sentada (etimologicamente, samyama pode significarir junto). Se o praticante vai fazer apenas concentração, chegar à meditação ou atingir o samádhi, isso dependerá exclusivamente do seu adiantamento pessoal. Assim, também é correto denominar o oitavo anga de dhyána, que significa meditação. É uma forma menos pretensiosa.
Portanto, mesmo uma prática de SwáSthya Yôga para iniciantes, como este conjunto de oito feixes de técnicas que acabamos de analisar, será bem avançada em comparação com qualquer outro tipo de Yôga, já se prevendo a possibilidade de atingir um sabíja samádhi.
Existem vários tipos de ashtánga sádhana. A estrutura acima é a primeira que o praticante aprende. Denomina-se ádi (seguido de palavra iniciada por vogal o i se transforma em y, ády). O segundo tipo é o viparíta ashtánga sádhana. Depois virão mahá, swa, manasika e gupta ashtánga sádhana, somente acessíveis a instrutores de Yôga.
No entanto, se você não se identifica com esta forma mais completa, em oito partes, existe a opção denominada Prática Heterodoxa.
Fonte: Tratado de Yôga, Mestre DeRose
A seguir um trecho do livro Tratado de Yôga, do DeRose.
Para que serve o Yôga?
O Yôga não visa a resolver as mazelas do trivial diário
e sim a grande equação cósmica da evolução.
Mestre DeRose
Quando se fala sobre Yôga, surge logo a pergunta: “para que serve o Yôga, quais são os benefícios que proporciona?” Pense bem: por que o Yôga precisa proporcionar algum benefício?
Nestes últimos 50 anos, não houve um entrevistador de televisão que tenha deixado de fazer essa indefectível pergunta, ao iniciar seu diálogo com um instrutor de Yôga. Raras são as pessoas que, ao ser instadas por um amigo a praticar Yôga, não perguntem a mesma coisa, como se estivessem a declarar: “Está bem, posso até praticar Yôga, mas o que eu ganho com isso?”
Se essa pessoa fosse convidada a praticar Tênis, Karatê, Natação ou Dança[1], perguntaria para que serve cada uma dessas modalidades, ou que benefícios receberia em troca, se concedesse a graça da sua presença?
Não é convincente a justificativa de que é preciso fazer tal pergunta por ninguém conhecer bem o Yôga. Isso pode servir para os segmentos semi-analfabetos das populações pobres, mas não para as classes medianamente instruídas. O Yôga está expressivamente difundido há mais de um século no Ocidente. É difícil encontrar um clube que não tenha aulas de Yôga. Rara é a revista ou jornal que não publique pelo menos uma reportagem por ano sobre o tema. Portanto, trata-se de uma postura viciosa, saída não se sabe de onde, essa que induz a população a fazer automaticamente aquela pergunta nada lisonjeira.
Por qual motivo o Yôga precisa proporcionar algum benefício? Golfe, Tênis, Aeróbica, Rugby, Skate, Surf, Ginástica Olímpica e muitas outras atividades físicas são proverbialmente prejudiciais[2] à coluna, articulações, ligamentos, mas, apesar disso, legiões dedicam-se a elas, mesmo sabendo que trazem mais malefícios do que benefícios[3]. Alguém perguntaria: “Para que serve a Ginástica Olímpica? Que benefícios me proporcionaria? Sim, porque preciso saber antes de decidir praticá-la. Como é que eu entraria sem saber para que serve?”. Para que serve aprender pintura, escultura, teclado ou canto? Alguém em sã consciência cometeria tal questionamento?
Yôga antes que você precise
Faça Yôga por prazer como faria alguma daquelas modalidades esportivas ou artísticas. Consideramos um procedimento mais nobre ir ao Yôga sem finalidade de benefícios pessoais, mas sim impelido pelo mesmo motivo que induz o artista a pintar o seu quadro: uma manifestação espontânea do que está em seu íntimo e precisa ser expressado. Faça Yôga se você gostar, se tiver vocação, se ele já estiver fervilhando em suas veias. Não porque precise.
Não é justificável buscar o Yôga nem mesmo por motivação espiritualista, pois não deixa de ser uma forma de egotismo dissimulado, já que visa a uma vantagem espiritual.
Se o praticante busca exclusivamente as conseqüências secundárias, que são a terapia, a estética, o relaxamento, limitar-se-á às migalhas que caem da mesa – e o instrutor não conseguirá ensinar-lhe realmente Yôga, tal como o professor de Ballet não conseguiria ensinar dança a um aluno que almejasse apenas perder peso.
[1] “Daremos uma definição da dança: movimentos voluntários, harmoniosos, rítmicos, cujo fim são eles mesmos.” Do livro Gramática da dança clássica, de G. Guillot e G. Prudhommeau, citado por Anahí Flores.
[2] Este autor aprecia e pratica diversos esportes, mas está consciente dos riscos a que submete sua coluna, ligamentos e articulações ao dedicar-se por prazer a essas modalidades.
[3] O conceituado médico fisiologista Dr. Turibio Leite de Barros Neto, com 25 anos dedicados à pesquisa e ao ensino da medicina do esporte, em entrevista à revista Veja em 9 de julho de 1997, declarou: “é muito mais fácil e rápido perder do que ganhar saúde através do esporte”.
Nada como um novo ano para planejar, recalcular e mentalizar as conquistas do futuro! Escolha aqueles objetivos que você considera mais importantes para você, e proponha-se a mentalizar diariamente um a um, até se concretizarem. Como mentalizar? Esta quarta-feira teremos um sat-chakra (grupo de mentalização) especial, com amigo secreto e confraternização. Se você for aluno, venha e aproveite para tirar as dúvidas e aprender a utilizar o poder de sua mente! Se ainda não pratica SwáSthya, entre em contato conosco para saber de cursos e novas turmas.
Abraços de toda a equipe e feliz 2009!
Artigo escrito por Priscila de Sousa e
publicado no site Livre Pensar do Yôga
A máxima tempo é dinheiro ficou bem conhecida em todo o planeta como um dos grandes chavões do capitalismo. Diferente de Max Weber, que abordou essa idéia em seu Ética protestante e espírito do Capitalismo, podemos sugerir uma nova interpretação para o valor do tempo.
Vamos debater sobre a importância de administrarmos bem o nosso tempo.
Façamos a comparação de dois indivíduos, supondo que um sabe fazer bom uso das 24 horas de seu dia e o outro não. O primeiro é um indivíduo ágil e encontra diferentes e criativas maneiras de produzir. O tempo todo, sem um minuto a perder. Realiza atividades que geram crescimento próprio e da sociedade, em múltiplos sentidos. O segundo indivíduo não põe suas habilidade a trabalhar, e passa a maioria de seus dias apenas em atividades dispersivas e de lazer. O primeiro está criando e realizando coisas construtivas, até em seu tempo livre. Ao ler um livro, escrever um artigo, prestar uma explicação a um amigo, pensar em projetos novos, ter idéias em seu ócio criativo, fazer contatos ou até mesmo ligações importantes. A questão está em avaliar se a atividade pode gerar algo relevante e positivo no futuro, ou se terminará por ali mesmo.
Uma vez que interrompemos esse tipo de pessoa, solicitando-a ou tomando seu tempo, estaremos na realidade atrasando a evolução do que talvez viriam a ser grandes contribuições à sociedade. Suas atividades tornam sua disponibilidade mais rara e mais valiosa. Por outro lado, uma pessoa inativa poderia ser interrompida e solicitada à vontade, e essa dispersão não faria diferença para si mesmo, nem para ninguém à sua volta.
Aí se levanta uma questão interessante, pois somos nós quem decidimos o real valor do nosso tempo - e de nossa vida! - através de seu bom aproveitamento ou não. Como seria o mundo se todos os seus habitantes utilizassem bem cada hora de seu dia? Trabalhar não é necessariamente cansativo, uma vez que podemos extrair conhecimento de qualquer situação, até das mais amenas. Trabalhar é criar e construir - não precisa ser associado a algo necessariamente desgastante. Cabe a nós utilizar nossas vivências cotidianas para concretizar projetos e idéias. Entende-se como esse tipo de atitude pode gerar um grande retorno financeiro - daí a nova interpretação daquela famosa frase. É importante ter esse conforto na vida, apesar de sabermos que não temos no dinheiro o verdadeiro e único sentido para viver.
Para aprendermos como gerar tantas coisas boas com nossas escassas horinhas do dia, façamos como os yôgins e treinemos nossa capacidade de concentração, realizando tudo da melhor e mais precisa maneira, sem distrações, sem perder tempo. Sabemos do bem-estar que o SwáSthya Yôga proporciona quando nos ensina o que é concentração e meditação, mas não temos noção de como isso reverbera em nossas vidas – e no nosso bolso! O SwáSthya yôgin mais atento tem a lucidez de quão precioso é seu tempo - sabe que os segundos do relógio não param e que sua vida poderia terminar a qualquer instante. Nossos momentos são únicos, e devem ser vivenciados com intensidade. Assim fazem os que compreendem o privilégio que é estar vivo e com força para realizar.
Enfim, podemos assim reconhecer por que as grandes personalidades históricas (falecidas ou não), são consideradas seres humanos excepcionais: são homens e mulheres que construíram algo de relevante para ser acrescentado ao nosso patrimônio histórico. Mantiveram-se focados, utilizaram bem seu tempo e sua capacidade de ação - e assim tornaram suas vidas um grande exemplo para a humanidade.
O novo site da Uni-Yôga está no ar! A União Nacional de Yôga é uma entidade cultural sem fins lucrativos, cuja missão é o intercâmbio, união e ajuda a instrutores de Yôga de todo o país.
Faça download gratuito de livros e CDs e veja fotos, artigos e notícias do métier! Convidamos os alunos e interessados a acessar: www.uni-yoga.org.br.
Abraços de toda a equipe!